FELIZ DIA DA VITÓRIA! FELIZ SALVAÇÃO DE NOSSAS VIDAS!

MEUS AMIGOS DE TODO O MUNDO, ERGAM SUAS CABEÇAS, PONHAM O PEITO PRA FORA E ENCHAM SEUS CORAÇÕES COM ALEGRIA E MUITO ORGULHO! AGORA MESMO!!!

HOJE É DIA 9 DE MAIO,
DIA DE LEMBRAR DA NOSSA MAIOR. MAIS DOLOROSA E MAIS ORGULHOSA VITÓRIA,
DIA DE CELEBRAR UM DOS MAIORES SACRIFÍCIOS E GLÓRIAS QUE JÁ FIZEMOS POR TODA A HUMANIDADE,
DIA DE COMEMORAR OS 72 ANOS DE DERROTA DO NAZISMO!!!

Tenente Tovolzhansky limpa suas botas com a bandeira nazista capturada em uma rua de Breslávia na Polônia em 1945

Berlim, 8 de Maio de 1945, numa Europa arrasada pelo maior combate que já existiu, num Mundo caótico e chocado com os horrores que um regime tirano, racista e beligerante foi capaz de fazer. num momento da História humana em que a razão parecia ter virado mais uma mentira inventada pelo terror, o Sol da Toda-Poderosa Vontade do Povo teve a ousadia de renascer.

Já não era preciso ter medo do preconceito mortal legalizado, já não tinha porque fingir que o governo não saqueava até a miséria povos dominados por ele em benefício de seus cidadãos, já não existia a menor chance de esse império criado pra durar 1000 anos passar dos seus longos 7. NAQUELE DIA, DEPOIS DE UM GIGANTESCO ESFORÇO INTERNACIONAL HERÓICO, OS SOLDADOS RUSSOS CONSEGUIRAM TOMAR OS PALÁCIOS MAIS IMPORTANTES DA ALEMANHA, HUMILHARAM DE VEZ O JÁ FRACASSADO COMANDO NAZISTA E FORÇARAM OS MAIS ALTOS, ARROGANTES E DETESTÁVEIS VERMES FASCISTAS A ASSINAR UMA CARTA DE RENDIÇÃO INCONDICIONAL, QUE CHEGOU MOSCOU DEPOIS DE 1 DIA DE VIAGEM, EM 9 DE MAIO DE 1945.

A UNIÃO SOVIÉTICA VENCEU!
A HUMANIDADE VENCEU!
RAIOU O GRANDE SOL DE NOSSA ESPERANÇA E ALEGRIA DE VIVER!!!

Essa é a grande importância deste dia. A Luz da Estrela Vermelha Guiou a Europa pro caminho da vida, da liberdade e da convivência respeitosa entre as tantas e tão ricas diversidades humanas. Com o brilho da esperança vermelha que livrou a Europa escória fascista, a Terra floriu de novo. Não foi uma simples vitória de exércitos ou países. Foi o Triunfo de toda uma política de igualdade, liberdade e solidariedade contra outra, de elitismo racista, aristocracia e pilhagem; de um Mundo erguido pela amizade entre diferentes pra cultivar o melhor do Ser Humano sobre o mundo da supremacia racista. FOI A VITÓRIA DA VIDA E DA LIBERDADE SOBRE O TERROR E A MORTE.

No entanto, apesar de tantos motivos pra lembrar e celebrar, esse dia tão importante é um vazio na memória dos comunistas de quase todo o Mundo, especialmente aqueles que vivem fora das terras que um dia foram a Pátria Soviética. Não se pode esqueçer, de maneira nenhuma, a importância do sacrifício feito pelos vários outros povos envolvidos nesse conflito. Cada um deles, com maior ou menor importância, tem o mais pleno direito de serem lembrados com muito carinho dentro e fora de suas fronteiras, desde bravos guerrilheiros da antiga Yugoslávia que, quase sem nenhuma ajuda soviética, enfrentaram e venceram os nazistas em seus país, até, claro, países grandes e tão diferentes da Rússia, como França e Estados Unidos, que prestaram valiosíssima ajuda tanto no combate direto pela frente oeste como, no pequeno, mas relevante apoio logístico dado à própria União Soviética durante o momento mais sombrio da guerra. Os navios recheados de alimentos que a América mandava pra Rússia através dos portos do Irã eram um dos maiores motivos de Stalingrado ser tão importante, por exemplo.
Mesmo assim, por maiores que tenham sido os valentes serviços prestados por todos os outros países, todos eles, até os americanos, ficam minúsculos perto da Muralha de Bravura e Aço que foi construída pela União Soviética. 80% de todos os militares alemães morreram lutando na frente russa. A maioria de todas as vidas ceifadas no conflito eram soviéticas. Só no conflito decisivo de Stalingrado, numa única cidade, os alemães perderam 1,5 milhão de homens, 3 mil tanques e 4 mil aviões! Eles pagaram muito caro pelo velho sonho estúpido de escravizar os povos eslavos, falharam e no final, ao contrário do que aparece no cinema americano, foi a bandeira soviética que tremulou vitoriosa sobre as ruínas do nazismo!


E os comunistas de hoje, o que pensam disso? A maioria, NADA!!!
Essa é claramente uma das maiores provas de um sério problema de qualidade ideológica das pessoas que se dizem socialistas no Mundo de hoje, com exceção de russos e outros do velho Mundo vermelho.

Medvedev, Huo Jitao, Merkel e Putin, todos juntos em 9 de Maio de 2009, num aparente gesto de paz.

O 9 de Maio é uma conquista histórica tão imensa que mesmo governos assumidamente anticomunistas como o de vladimir Putin ficam obrigados a comemorar, e exibindo símbolos soviéticos enormes, mesmo que se aproveitando do evento pra tirar um lucrinho político próprio.

Membros do PC da Federação Russa, aproveitando bem o Dia da Vitória em 2011.

Vou repetir e faço questão:
9 DE MAIO É DIA DE CELEBRAÇÃO SOCIALISTA! É uma vitória profundamente nossa!
Comunista que não entende isso não mobiliza nem time de CS:GO. A comparação é exagerada, mas não é errado acusar essas pessoas que se dizem de esquerda por um erro histórico tão grande e tão ligado às décadas de robusta propaganda anticomunista. Digo isso com segurança justamente porque celebrar o Dia da Vitória é também celebrar o socialismo, a União Soviética, o povo Soviético e, sim, Josef Stalin. O maior motivo de países do Terceiro Mundo cheio de afrodescentes, como o Brasil, e até cada movimento negro dentro deles nem saber sobre esse evento não é simples preguiça; é consequência de várias décadas de violenta censura dos acertos e até da existência de cada um desses quatro, seguida da superexposição de seus erros. Os Ministérios de Educação, as diretorias das empresas de comunicação, os departamentos de polícia da maior parte do Mundo, mais ainda do Terceiro Mundo, se dedicaram por tanto tempo em fingir que Rússia e seus vizinhos não existem e só fazem barbaridade que até hoje, décadas depois da Guerra Fria, muitos “comunistas” pelo mundo odeiam profundamente o socialismo soviético, a União Soviética, desconhecem quase tudo sobre os povos eslavos e também odeiam Stalin. Isso é o que leva tantas pessoas a apoiar todo tipo de coisa que diz que é ‘esquerda democrática’, como o trotskismo, e tantos trotskistas a apoiar coisas como “a Revolução Permanente da Líbia, onde a OTAN vai ser solidária com o povo líbio, levando democracia, e então as forças progressistas de lá vão poder crescer até implantar o socialismo.”
xDDD xDDDD XDDD

“Volte pro Futuro! Volte pra União Soviética!”

Ser comunista não é negociar com canibais pra convencer eles a comer menos carne humana; é conseguir a confiança da comida e uns pedaços de pau e corda pra paralisar, prender e reeducar os canibais, desde que não sejam indígenas mantendo a tradição.
Pra sonhar com um futuro brilhante onde toda criatura humana seja respeitada e tenha condições de viver com dignidade e harmonia entre os povos e a natureza, e também pra fazer qualquer outra coisa realmente importante nessa vida, é fundamental ter duas coisas: 1) Sede de verdade; e 2) Ousadia.
Querer buscar a verdade é ter raciocínio científico, ser objetivo, estudar as coisas procurando sempre ver como elas são, indo além do que outros só acham que elas são. Ter ousadia é ter disposição pra enfrentar o que é difícil, tentar uma coisa que só parece ser incerta, confiando só no acaso ou numa pequena chance.
Pra que alguém diga que é de esquerda, no mínimo, esse alguém precisa ser capaz de enfrentar quase intermináveis estímulos pra continuar sendo arrastada na correnteza opressiva do capitalismo, mas não enfrentar de qualquer maneira; enfrentar a classe dominante, o sistema, o império sempre em defesa da maioria mais pobre e sofrida. Quanto mais oposição, mais ‘extrema’ esquerda. QUANTO MAIS VERDADEIRA, MELHOR A QUALIDADE DA ESQUERDA, e nisso a Organização Comunista Luz-Guiadora é campeã. Nenhum partido no Mundo se compara à OCLG. Nenhuma Internacional Comunista foi tão longe com os conceitos de Classe Social, Exploração de Classe e Luta de Classes. Em caso de dúvida, esta introdução com certeza vai lhe servir bem. Fazendo o que nós fazemos, que é aplicar sempre a ciência mais avançada no processo revolucionário, as mentiras logo aparecem e se despedaçam enquanto a qualidade de suas idéias só sobe, e, com ela, seu respeito e capacidade de liderança. Basta ver, agora mesmo, como você está me dando tantos minutos de sua atenção nessa aula de história e política. Essa é a maior diferença entre nós e todo o resto de bizarrices que dizem ser esquerda.

Membros da OCLG em Bangladesh.

OCLG em Gana.

Sendo também verdadeiro com o 9 de Maio e com o Mundo de hoje, é preciso analisar com atenção 3 grandes mentiras que viraram moda nos últimos meses e encarar duas verdades.

MENTIRAS

1) Como nos anos 1970, o Mundo de hoje voltou a ficar assustado com outra ameaça mundial de Guerra Nuclear. Muitos já falam em 3ª Guerra Mundial.
hehehehehehe


O pior é que não falta estímulo pra pensar nisso: Os dois lados, Coréia do Norte e EUA, tem uns líderes que parecem loucos e inconsequentes o  bastante pra isso, os dois têm poder de fritar cidades inteiras um do outro e de quem ficar no caminho, como o Japão, e, por ter sido país amigo da União Soviética, com certeza os nortecoreanos vão fazer hoje outra parada militar gigantesca, igualzinha a da Rússia, com veteranos e simbolos comunistas pra enganar qualquer um, e talvez lance mais mísseis! xDDD xDD

A grande fraude nisso é que, como nos anos 1970, o medo e o provável prejuízo que um causam no outro de certeza faz eles não trocarem urânio um com outro. A ameaça mais real é o porta-aviões que Trump esqueceu onde é que estava. Apesar de o futuro ser incerto e uma invasão americana poder realmente irritar os coreanos até eles se vingarem da América e seus amigos, até o ataque desses navios é improvável. Lembre que o próprio Trump só bombardiou o EI porque não podiam revidar, sendo que, na Síria, a bomba dele só destruiu uma pista, não pessoas. Mesmo assim, o bombão do Trump não acabou com o EI, que continua aí;

2) A própria imagem que América e Coréia do Norte vendem de si mesmas é uma fraude. Por mais que continue realmente dominando o Mundo, essas décadas de guerrra sem fim da américa contra o Oriente Médio provaram que o poder de mando do Tio Sam já não é a mesma coisa.

O declínio começou já com Bush, sempre metido em mais e mais problemas sem fim até que ele mesmo encarou o custo social da guerra na derrota eleitoral de seu Partido pra Barack Obama. O próprio Obama até que parecia um pacifista e, numa atitude ridiculamente precipitada, a Europa deu a ele um prêmio Nobel da Paz, sendo que cada dia de seus 8 anos de governo foram de guerra oficial. Hipocrisia e massacres à parte, a própria interferência americana no país dos outros enfraqueceu. Eles já aprenderam que não adianta invadir pra remover presidente, como fizeram com Saddam, porque logo aparece alguém pior, ou o país invadido fica fora de controle. Aí, tercerizaram a guerra financiando “Grupos Rebeldes” como uns mercenários deles na Síria de agora ou na Líbia de Kadafi. Também sem conseguir sujeitar os povos árabes, Bashar Al-Assad e sendo xingado pelo presidente das Filipinas, saiu Obama e entrou essa figura patética do Trump, que foi uma das melhores coisas que poderiam ter acontecido naquela eleição. De cara, Trump tirou a América da OTAN, rompeu com o NAFTA e ameaçou acabar com vários outros acordos e, em vez de mandar mais soldados, pede ‘planos definitivos pra acabar com a guerra,’ que até agora foram só jogar bombas grandes pra chocar a imprensa e fingir que isso acaba com problemas que a própria américa criou.

Do lado coreano, a coisa parece um pouco mais séria, mas nem tanto. Antes de mais nada, é bom lembrar que os coreanos já removeram imagens de Karl Marx outros famosos líderes comunistas de seus prédios públicos há muito tempo. Além disso, enquanto pela Índia bilhões de pessoas enfrentam as formas mais sombrias de miséria e exploração, e até organizam movimentos armados, a Coréia nunca prestou solidariedade e nem parece disposta a fazer isso. Então, considerando a questão só da parte dela mesma, essas provocações podem parecer um pouco mais reais, se ignorarmos que já são feitas por uns 50 anos, a cidade perestroikada de Kaesong ajuda a manter alguma harmonia com a Coréia do Sul e, enquanto a ideologia Juche insiste até hoje em pregar a autodeterminação, Pyongyang continua dependendo da China pra quase tudo, e ela não quer guerra com a américa;

3) Parece que a eleição de Macron representa o fim do impulso racista que levou ao Brexit e à eleição de Trump e, então, alguma esperança pra democracia e pra esquerda.

¬¬’

Isso sim seria uma fake news (notícia falsa). Além de Makron ter sido ministro da economia do presidente passado, e Hollande também não ser muito diferente de seu antecessor, a verdade é a seguinte;

VERDADES

1) O Mundo de hoje, aos 72 anos da celebração do fim do nazismo, é ainda um Mundo de Preconceito e Pilhagem de países inteiros. O Primeiro-Mundo é um canibal, o Terceiro-Mundo é a comida. Ok, ok, não há notícia de lugar nenhum do Mundo de governos construindo câmaras de gás pra fazer limpeza étnica, mas tem coisas parecidas: Israel continua contrariando os princípios pacifistas do judaísmo e roubando terras palestinas pra fazer assentamento, perseguindo, prendendo e matando todos que se opõem; o EI elimina dissidentes com amplos requintes de crueldade, tudo com dinheiro do tráfico de escravas sexuais e muito petróleo; o massacre que a Indonésia fez contra o povo do Timor continua impune; ser índio no Brasil ainda é viver entre a miséria e a morte, sem direito às próprias terras, e; POR TRÁS DE TUDO ISSO ESTÁ O PRIMEIRO-MUNDO, SEMPRE FINANCIANDO E PROTEGENDO TODA ESPÉCIE DE REGIME SANGUINÁRIO PRA CONTINUAR COLONIZANDO E CONSUMINDO O TERCEIRO-MUNDO, exatamente como os nazistas fizeram com os judeus e com a economia francesa.

Soldados recuperando obras de arte roubadas pela Alemanha. O nazismo fez o mesmo com comida, riquezas, crianças e tudo que achava de valor. A miséria de uns era a fortuna de outros. Mais detalhes aqui.

A nova moda política desse ano, de uns lunáticos de extrema-direita dispostos até a combater a globalização sobre a qual a economia de seus países se sustentam, não é mais que um suspiro de medo e desilusão do Primeiro-Mundo com a própria globalização. Se fechando com um muro, inclusive sem saber se relacionar bem com o resto do Mundo, as pessoas dos países ricos tentam proteger a própria identidade, e até a própria vida, das consequências de uma economia política que não se importa com fronteiras, tradições ou um mínimo de bem-estar. A Globalização assustou eles. Como Marx descreveu no Manifesto num processo que aconteceu no século XIX, as classes dominantes de hoje  de hoje favoreceram muito a imigração, estimulando os pobres a furgir de miséria e de bombas, ofendendo muito as tradições e identidades de uma Europa que já nem se diferencia muito da América e do resto do Mundo. Além disso, ainda precarizaram muito o emprego nas últimas décadas com terceirizações, trabalhos temporários, empregos no setor de serviços e fim de construção de carreiras. Esse eleitorado assustado e desiludido  com o discurso neoliberal fajuto de ‘inclusão social’ foi uma força considerável, mas passageira. É uma massa de manobra útil pra subida de pessoas como Trump, e faz diferença pra imigração e até pra algumas questões econômicas. Mas, no geral, a essência da dominação dos capitais financeiros, sem fronteira, sem nenhum compromisso além do lucro, continua inabalada, e a opressão e miséria do Terceiro-Mundo também. A Inglaterra pode ter barrado o povo sírio em suas fronteiras, mas continua sugando petróleo árabe pra se manter de pé, porque precisa de cada gota dele.  Prova disso é que, pela incompatibilidade do Trumpnismo com o mercado financeiro, essa tendência começou a cair também em outras partes do Mundo. A derrota de LePen, com bem menos votos que seu adversário, só reforça essa idéia. No Brasil, o maior nome da extrema-direita é tão fraco que consegue ficar atrás de um outro sujeito, de centro-esquerda fingida, colossalmente acusado de corrupção e tão amigo do Primeiro Mundo como seus antecessores. Esse é o Mundo de hoje. É isso o que temos que considerar pra sermos levados a sério;

2) SEM AÇÃO, NÃO TEM VITÓRIA!

Foi só pela bravura de cada soldado soviético que o Mundo pôde se livrar da barbárie do nazismo.

Foi só pela determinação dos guerreiros vietcongs, pobres, vivendo em túneis, debaixo de bombas e napalm, que o imperialismo americano, tão poderoso e opulento, parou de massacrar a Indochina e saiu derrotado.

Foi só pela imensa solidariedade, ainda que interesseira, e não pelo imperialismo ianque, que a Síria, junto com a Rússia e o Hezbollah, tem conseguido derrotar o Estado Islâmico todo dia, recuperando cidades quase toda semana!

ESSE É O CAMINHO DA SALVAÇÃO, MEUS AMIGOS!

Nazistas rendidos.

A chama do glorioso Exército Vermelho já se apagou faz tempo. Pode até ser inspirador ver todo ano soldados russos marchando orgulhosos com foices-e-martelos em bandeiras, uniformes e grande murais, mas a verdade é que tudo isso são detalhes. Uma imposição que a história faz ao Mundo de hoje, sem dúvida, mas uma forma revolucionária com conteúdo reacionário. Putin está bem mais pra um czar que pra um Stalin. A família Kim tem dinheiro pra bancar palácios suntuosos e carros importados bonitos, mas não pra fortalecer entidades de classe em Bangladesh.

Não temos nada o que esperar; TEMOS NÓS MESMOS QUE SER AS NOVAS LUZES-GUIAS DE UM MUNDO SOMBRIO QUE IMPLORA PELO FIM DE SUAS DORES!!!

ESTAMOS CELEBRANDO 72 ANOS SEM NAZISMO! EM OUTUBRO, COM MUITA OUSADIA E VONTADE DE VIVER, VAMOS COMEMORAR 100 ANOS DA PRIMEIRA VITÓRIA DE UMA REVOLUÇÃO SOCIALISTA NO MUNDO! NÃO NOS MATARAM, NÃO NOS PEGARAM! ESTAMOS TODOS AQUI, OUSANDO LUTAR E VENCER COM A LUZ DA CIÊNCIA REVOLUCIONÁRIA RUMO À VITÓRIA COMUNISTA!
Essas são todas as palavras que tenho a lhes dizer neste dia tão querido, meus amigos. Agora é com vocês.
Até começar a ler esse post você não tinha culpa nenhuma por não saber o que aconteceu em 9 de Maio de 1945, camarada, MAS AGORA TEM! “O Conhecimento nos torna responsáveis,” já ensinava Che Guevara. Cabe a nós agora, mais do que nunca, reascender a Chama da Esperança que iluminará o nosso caminho, revelando e fulminando todos os nossos inimigos!!

FALE COM SEUS AMIGOS SOBRE A IMPORTÂNCIA DESTE DIA!
COMPARTILHE NAS REDES SOCIAIS!
DÊ A UM MUNDO FAMINTO DE VERDADE O CONHECIMENTO QUE TRANSBORDA NESTE TEXTO!!!

NÓS, COMUNISTAS, MOSTRAMOS AO MUNDO QUE O TEMIDO INIMIGO NAZISTA PODE SER, SIM, FERIDO E DERROTADO! FIZEMOS ISSO SURPREENDENDO A ESCÓRIA FASCISTA COM NOSSA INCOMPARÁVEL FORÇA DE VONTADE E SUPERAÇÃO. DESTRUINDO BRAVAMENTE UMA LENDA, NÓS FIZEMOS VENCEMOS UM INIMIGO ATÉ ENTÃO INVENCÍVEL.

NA UNIÃO SOVIÉTICA, CONTRARIANDO TODAS AS EXPECTATIVAS, RESISTINDO A TODO TIPO DE VIOLÊNCIA, ENFRENTAMOS O INIMIGO, FECHAMOS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO E VENCEMOS!
NO TERCEIRO-MUNDO, CONTRA TUDO QUE EXISTE DE MAIS SOFISTICADO EM CIÊNCIA DA OPRESSÃO, ENFRENTAREMOS NOVOS INIMIGOS, TRANSFORMAREMOS FAVELAS EM MORADIA DIGNA E VENCEREMOS PRA SEMPRE A SOMBRA DO OUTRO REGIME DE PRECONCEITO E PILHAGEM MUNDIAL!!!

FELIZ VITÓRIA, IRMÃOS E IRMÃS DE TODO O MUNDO!
CANTEM E DANCEM! NÃO IMPORTA O QUE DIGAM OU NÃO DIGAM, ESSA FESTA É DE TODOS NÓS!

VAMOS FAZER O 9 DE MAIO GRANDE DE NOVO!!!
URAAA!!!!!

 

Escrito por Rivaldo Cardoso Melo.

Resumo do livro “A Riqueza de Algumas Nações”, Malcolm Caldwell

(portugues.llco.org)

Malcolm Caldwell foi uma das poucas pessoas nascidas no Ocidente a visitar o Kampuchea (ou Camboja) sob o regime do “Khmer Vermelho” (se pronuncia ‘Jmer’, porque vem de uma tradução inglesa pro fonema ‘J’, como Zhukov, Brezhnev, Zhou En Lai…). Ele geralmente é lembrado como o ativista acadêmico que foi assassinado no ‘Kampuchea Democrático’ em 23 de Dezembro de 1978, pouco depois de entrevistar Pol Pot (então presidente do Kampuchea). A mídia ocidental, sedenta por qualquer coisa que pudesse desacreditar o regime Pol Pot e o ‘comunismo’, gritou aos quatro ventos que o incidente foi mais uma prova de que Pol Pot, como todos os ‘comunistas’, era cruel e insano. Os anticomunistas não fazem distinção entre comunistas de verdade e revisionistas como Pol Pot. Em todo caso, as verdadeiras razões da morte de Caldwell talvez nunca venham a ser conhecidas. Alguns dizem, com provas fracas, que a relação entre Caldwell e Pol Pot tinha amargado. Eles afirmam que Pol Pot mandou matar Caldwell pra evitar o constragimento que seria se um dos cidadãos ocidentais mais respeitados que apoiava o regime virasse a casaca. Outros divergem.

michael-caldwell

Malcom Caldwell

Pelas palavras de alguns dos seus colegas ocidentais de viagem, Caldwell continou com seu apoio ardente ao regime durante seu turismo revolucionário. Dizem eles que o encontro dele com Pol Pot correu bem e que Caldwell estava impressionado com o “Irmão nº 1”. A versão oficial do regime kampucheano, que recebeu ainda menos atenção da mídia, se assenta nisso. Pela versão oficial kampucheana, Caldwell foi morto por uma facção dissidente, pró-vietnã, pra prejudicar a liderança do regime. Os vietnamitas começaram a invadir o Kampuchea dois dias depois a morte de Caldwell. A pergunta “Quem matou Caldwell” permanece. Em todo caso, a morte de Caldwell ganha mais atenção que a própria vida dele, o que é uma pena porque Caldwell escreveu alguns livros e artigos brilhantes. Publicado em setembro de 1977, quase um ano antes de sua morte, “A Riqueza de Algumas Nações” foi o último livro que ele escreveu.

O livro de Caldwell é complexo e desconexo. O próprio livro às vezes escapa de seus tópicos principais, e nem sempre é claro como esses desvios voltam a se juntar com os argumentos principais. O livro dele tem vontade de ser dois ou três livros –  um livro sobre o desenvolvimento do subdesenvolvimento dentro de um livro sobre os problemas do pico da produção de petróleo dentro de um livro sobre valor e agricultura – juntos, numa grande mistura. Este resumo se limita a algumas das principais questões que Caldwell discute. Não serei exaustivo sobre os vários desdobramentos complexos e afirmações do livro. A maior parte da obra é uma boa abordagem sobre o subdesenvolvimento do Terceiro Mundo. Caldwell rejeita opiniões chauvinistas convencionais que veem o subdesenvolvimento como resultado de um barbarismo não-europeu. Caldwell criticica especificamente os primeiromundistas que entendem o imperialismo como progressivo (benéfico pro povo):

“Até mesmo alguns marxistas no Ocidente tinham tendência a aceitar o desejo dos países avançados de dominar os atrasados até um tempo em que estes possam, em um caminho devido, ter capacidade o bastante pra arcar com toda a responsabilidade do auto-governo [em outras palavras, alguns ‘marxistas’ concordam com a vontade dos países ricos de mandar nos pobres até o dia em que os pobres possam merecer independência, como escravos que tem a promessa de ser livres aos 60 anos]. Alguns iam tão longe que afirmavam que mesmo que os países imperialistas se submetam a revoluções proletárias eles precisariam manter suas colônias pelas vantagens econômicas que conquistaram; essas vantagens, como foi dito, ajudaram a sustentar a civilização ocidental, que seria então vista como a única garantidora suprema do progresso pros povos dos países avançados e atrasados, igualmente.” (1)

Como Caldwell, tanto Lenin como Mao Zedong rejeitam a linha que pensa que o imperialismo é progressivo. Esse é o motivo que fez Lenin dizer que o capitalismo imperialista é decadente. Em outras palavras, o capitalismo, e sua forma imperialista, já esgotou seu potencial progressivo neste Mundo. Lenin chegou a descrever a relação entre dependência e imperialismo desse jeito:

“Se nós estamos falando de política colonial na época do imperialismo capitalista, devemos observar que o capital financeiro e sua política externa, que é a luta das grandes potências pela divisão econômica e política do Mundo, fez crescer um número de formas transitórias de dependência estatal. Não existem só dois tipos principais de países, aqueles que têm colônias, e as próprias colônias, mas também formas diversas de países dependentes que, politicamente, são formalmente independentes, mas de fato estão entrelaçados em uma rede de dependência financeira e diplomática…” (2)

Mao Zedong também sustentava uma visão em que colonialismo e imperialismo atrofiavam o desenvolvimento saudável dos países. A teoria de Mao da Nova Democracia é concebida como uma solução pro subdesenvolvimento imposto pelo colonialismo e pelo imperialismo. Mesmo a visão revolucionária sendo geralmente uma visão minoritária, ainda existem dentro dela muitos revisionistas. Ainda podemos contar que esses revisionistas ultrapassem o número de comunistas até nós nos aproximarmos da vitória em escala mundial. Antes de 1917, no cenário mundial, o chauvinismo (nacionalismo egoísta) e o social-imperialismo revisionista comandavam. Lenin era muito marginal, por exemplo. Hoje, o comunismo verdadeiro está numa posição similar à de Lenin em fraqueza. Marxismo falso, primeiro-mundismo, social-imperialismo, social-fascismo e chauvinismo (é no meio deles que o trotskysmo e a social-democracia estão) são o que domina no meio da “esquerda”. Se um super-chauvinismo desse tipo, que Caldwell descreve, é propagado abertamente ou não, ideias como essa ou similares a essa estão implícitas na versão de ‘marxismo’ defendida por todos os primeiromundistas. Os primeiromundistas se recusam a reconhecer que os povos do Primeiro-Mundo como um todo, incluindo os ‘trabalhadores’ do Primeiro-Mundo, se beneficiam por demais do imperialismo. Eles se recusam a admitir que a qualidade de vida dos povos do Primeiro-Mundo é diretamente conectada com a pobreza e o sofrimento do Terceiro-Mundo. A menos que alguém esteja a favor de uma redução da qualidade de vida do Primeiro-Mundo, esse alguém estará, de fato, a favor do imperialismo. Na verdade, alguns revisionistas primeiro-mundistas zombam de uma justa redistribuição de riqueza e poder entre os países como se sendo uma “linha vingativa”. Esses primeiromundistas rejeitam a igualdade entre os países se ela reduzir o padrão de vida dos ‘trabalhadores’ do Primeiro Mundo, coisa que, claro, ela vai fazer.

tinha-que-serCaldwell expõe o primeiromundismo como pura fantasia dando aos primeiromundistas uma aula de história sobre colonialismo e subdesenvolvimento. Caldwell questiona por quê os países da Europa Ocidental foram os principais praticantes de imperialismo até o fim da Segunda Guerra Mundial, quando os Estados Unidos tomaram a direção. A explicação de Caldwell pra ascendência da Europa, dos EUA e do Primeiro Mundo adiciona uma reviravolta pras explicações parecidas encontradas em outros ativistas acadêmicos quase-terceiromundistas como Gunder Frank, por exemplo. Caldwell acredita que só os países da Europa Ocidental foram capazes de conseguir uma vantagem completa dos mercados emergentes do final da Idade Média. Eles estavam situados entre os países frios da Escandinávia e os países quentes do Mediterrâneo. A geografia deles permitiu que tirassem vantagem dos mercados mundiais emergentes. Eles tinham acesso ao oceano, que eram as auto-estradas do sistema mundial emergente. Então, quando eles descobriram o Novo Mundo (continente Americano), estavam numa posição única pra aproveitar a riqueza dele.

“Crescendo das expansões marítimas dos séculos XVI e XVII, os países da Europa Ocidental foram capazes de tomar e concentrar em seus próprios cofres uma riqueza de pilhagem de uma magnitude muito além do que qualquer um pudesse imaginar… Ouro e prata roubados da América Latina, fortunas que a Holanda construiu sobre os ossos do povo indonésio, e tudo que a Inglaterra saqueou da Índia ajudou na compra de carne humana, suprimento de escravos pro pioneirismo de latifundiários e donos de minas em terras pouco povoadas de assentamentos recém-criados, como as Américas.” (3) [Isso inclui Portugal e suas colônias]

Caldwell cita a estimativa de Ernest Mandel de que o total de bens  transportados pelos colonialistas valia mais de 1 bilhão de libras. Isso é uma soma espantosa considerando que, no final dos anos 1770, a renda nacional britânica era de 125 milhões de libras. Os comunistas Luzes-Guiadoras estimam que esse número seja muito maior. Essa afluência de valores da pilhagem e da exploração do Novo Mundo foi a “acumulação primitiva” que permitiu à Europa Ocidental dar o salto pro capitalismo industrial. (4)

Fases do subdesenvolvimento

De acordo com Caldwell, houveram algumas fases diferentes no desenvolvimento do subdesenvolvimento desde o século XVIII. A primeira fase durou do começo da Revolução Industrial, na segunda metade do século XVIII, até o final do século XIX. Caldwell descreve esse período. A Produção Industrial era limitada aos países imperialistas da Europa Ocidental (e aos seus descendentes na América do Norte). O valor excedente (lucro) era extraído do trabalho assalariado que era empregado na fabricação de larga-escala. Às margens da economia mundial euro-americana emergente, Ásia, África e Latinoamérica forneciam fluxo de valor pra dentro dos cofres dos países que se industrializavam, principalmente pra Europa Ocidental. A acumulação primitiva de capital ocorria de variadas formas e beneficiava os povos dos países que se industrializavam, países imperiais e [ricos]compradores locais em cada colônia. Vindas dos países imperiais, as mercadorias industrializadas afogavam o Mundo Colonial. Junto com as políticas imperiais feitas pra destruir a autonomia industrial das colônias, a inundação dos mercados coloniais com artigos importados provocava uma ampla eliminação de artesanatos, manufaturas preindustriais e até indústrias. As economias coloniais eram transformadas em economias muitos inclinadas prum lado, dominadas pela exportação de poucos tipos de itens. Nesse período, o transporte por longas distâncias não era muito bem conhecido. Por conta disso, diz Caldwell, houve uma abertura pra que alguns países fora da Europa Ocidental pudessem dar passos limitados em direção à autonomia industrial. Por exemplo, passos foram dados na Rússia, Japão, Espanha e Itália (o conceito de “Europa Ocidental” de Caldwell parece se limitar a França e Inglaterra). Por outro lado, [no resto do mundo] a industrialização autônoma era atrofiada por [ricos] compradores locais endividados com juros imperiais. (5)

africa-coca-cola-2010-10-5Os últimos três anos do século XIX marcam o início de uma nova fase, segundo Caldwell. Uma Revolução Tecnológica estava conquistando espaço, especialmente nos transportes e comunicações: O barco a vapor, o telégrafo elétrico, a abertura do canal do Suez etc. Essa revolução tecnológica se combinava com a crescente oferta de capital, conhecimento e capacidade produtiva dos países imperiais. Praticamente todas as partes povoadas do Planeta estavam ligadas ao Mercado Mundial. Os produtos do Ocidente viajavam por toda parte, destruindo o que restava de bastiões da produção artesanal e indústrias emergentes do Mundo Colonial. A habilidade de gerar imensamente mais capital permitiu aos países industrializados exportar capital numa escala sem precedentes. Isso minou ainda mais o desenvolvimento autônomo do Mundo Colonial. A exceção aqui era o Japão, onde os primeiros passos efetivos foram dados pra prevenir investimentos estrangeiros. A exportação de capital ocidental atrofiou e abortou o desenvolvimento colonial. As atividades econômicas dos países coloniais e semi-coloniais era subordinada aos interesses dos imperialistas do Ocidente. Só atividades econômicas complementares ou compatíveis com os interesses imperiais tinham permissão pra sobreviver no mundo colonial: distribuição de importados ocidentais; compra e entrega da produção trabalhosamente colhida por pequenos produtores pra armazéns ocidentais pros portos de saída; trabalho clerical em escritórios ocidentais, bancos, seguradoras; casas comerciais e de agenciamento, serviços pra hotelaria doméstica, bares, cassinos e bordéis etc; fornecimento pro comércio turístico; um pouco de construção; comércio de terrenos; conserto de máquinas em pequena escala etc. A demanda por matérias-primas explodiu. O capital atingiu uma proporção mundial e tomou lugar de métodos antigos de produção e extração. A Grã-Bretânia se moveu diretamente pra dentro da África do Sul, estados malásios etc. os preços das matérias-primas tiveram um deslize pra baixo de 1873 até 1973. A extração delas rapidamente se “moderniza” nas colônias. Porém, a “modernização” da extração de matérias-primas não criou economias desenvolvidas, independentes e balanceadas. Em vez disso, criou uma situação em que as economias são atrofiadas num padrão desbalanceado e dependente caracterizado pela predominância do Setor Primário, estando os Setores Secundário e Terciário especificamente moldados pra facilitar a exploração imperialista dos recursos e do trabalho. Pela falha das economias do Mundo Colonial em se mover pra frente, o trabalho continua barato. É por isso que o mundo colonial continua sendo um lugar atrativo pros investidores estrangeiros. (6)

usoutsmA Terceira fase emerge da “prolongada depressão entre-guerras e da passagem entre o abandono britânico dos reinos que eram responsáveis por manter as regras e o impulso da economia capitalista internacional pra submissão deles à América.” (7) As mudanças tecnológicas estavam acelerando, e resultaram em complexas repercussões econômicas. Passou a existir um esforço conscientemente aumentado pelo controle econômico internacional e pela integração econômica internacional pra beneficiar os países imperialistas e seus compradores e mercenários no Terceiro Mundo pós-colonial. É esse aspecto que é descrito por Lin Biao em 1965 no livro “Viva a vitória da Guerra Popular!” A rivalidade interimperialista se tornou menos aguda. A integração dos interesses imperialistas dificultou pras forças revolucionárias jogar os imperialistas uns contra os outros. Agora, as classes populares do Terceiro Mundo ficam contra o Primeiro Mundo por inteiro. Uma industrialização rápida está acontecendo em muitas partes do Terceiro Mundo no período pós-guerra. No entanto, é uma industrialização de tipo bem particular. Geralmente ela é empreendida por corporações multinacionais pra extrair os lucros da super-exploração do trabalho e dos recursos. Esse tipo de industrialização não acaba com a praga do subdesenvolvimento, só fortalece ela. Estados compradores no Terceiro Mundo reprimem brutalmente a força de trabalho usando a polícia, militares e paramilitares, frequentemente treinados e armados pelos imperialistas, especificamente os Estados Unidos. Tem também um crescimento de empresas estatais pelo Terceiro Mundo. Isso é um crescimento do que os Maoístas descreveram como “capitalismo burocrático” típico das economias do Terceiro Mundo. Hoje, a industrialização no Terceiro Mundo é feita pra beneficiar o Terceiro Mundo, direta ou indiretamente. Nenhum lugar no Terceiro Mundo está vivendo alguma experiência de industrialização que sirva pra modelar um desenvolvimento nacional completamente autônomo. Ao contrário, o que se vê nele é um padrão muito específico de subdesenvolvimento dependente. (8)

A dependência nessa fase tem ainda outras características. Uma é a dependência por ajuda estrangeira e empréstimos, que leva a uma dependência que cresce com o passar do tempo. Os imperialistas que dão as ajudas e empréstimos são, naturalmente, aqueles com o poder. Essas ajudas e empréstimos vêm com contratos cheios de termos e condições. Essas condições não são colocadas pra beneficiar nem a curto nem a longo prazo os países recipientes. As ajudas e empréstimos, na maioria das vezes, só beneficiam as elites compradoras e os próprios países imperialistas. Elas são uma forma de os imperialistas exercitarem ainda mais controle sobre suas semicolônias e neocolônias. São também uma forma de os imperialistas comprarem apoio na comunidade internacional (projetos deles nas reuniões da ONU, por exemplo). Outras vezes, essa ‘caridade’ serve pra ameaçar certos países garantindo acesso em solo do Terceiro Mundo pra construir bases militares. Caldwell aponta como essas doações e empréstimos tiveram um “propósito econômico rigoroso: construção de infraestrutura vital pra projetos de investimento modernos e sofisticados; restrição de crédito local pra reduzir competição local e impedir atividade estatal local em áreas consideradas terreno lucrativo pras ‘forças do mercado’ (outro nome pra Investidores Estrangeiros) operarem; imposição de legislação imensamente favorável às condições dos investidores estrangeiros; e coisas parecidas.” (9) Outra característica da dependência do período pós-segunda guerra mundial é o aumento da escala em que a economia fica efetivamente em mãos estrangeiras. Em lugares como Quênia ou Malásia, latifúndios de propriedade estrangeira tomam até a porção de terra dos leões das terras aráveis. Isso cria problemas pros camponeses pobres e sem-terra, que levam uma vida mais e mais difícil tentando ajudar a si mesmos enquanto são forçados a sair da economia tradicional. O sofrimento do campesinato só é piorado por problemas ecológicos e a fome, que pode acontecer quando as técnicas de monocultivo substituem o plantio tradicional.

1192Outra característica é a presença de forças estrangeiras cujos mandatos estão muito longe do interesse da esmagadora maioria dos povos do Terceiro Mundo. Essas forças podem ser pessoal experiente estacionado em algum país do Terceiro Mundo pra assegurar que o país continue num caminho que beneficie os imperialistas. Eles podem constituídos de estrangeiros de países do Primeiro Mundo, mercenários, ou pessoas locais treinadas no Ocidente pra ajudar a manter a dominação imperialista nesse país. Nos casos mais notáveis, essas forças são militares ou mercenários armados estacionados em um país do Terceiro Mundo pra ajudar a manter um regime ditatorial sobre a população local. Ou, eles podem dar treinamento ou até agir como “esquadrões da morte” locais pra rondar zonas rurais e universidades, matando suspeitos de oposição ou camponeses pobres. (10)

Por fim, Caldwell demonstra como outra característica é a de que a forma como o capital doméstico se comporta numa industrialização dependente, neo-colonial, é muito diferente do seu comportamento em processos de industrialização do passado. Isso é verdade por um número de razões complexas. No entanto, o resultado é claro o bastante, como disse Caldwell. O capital local, apesar de participar do setor industrial, tende a se voltar pra aplicações menos produtivas ou improdutivas, como especulação imobiliária, especulação financeiras, serviços etc. Um capital verdadeiramente nacional não se desenvolve. Em outras palavras, esse processo de industrialização não move os países do Terceiro Mundo na mesma direção dos de Primeiro Mundo. (11)

Riqueza do Primeiro Mundo = Pobreza do Terceiro Mundo

Caldwell percebe as ligações entre a riqueza do Primeiro Mundo e a pobreza no Terceiro Mundo:

“Assim que a industrialização está seguramente lançada, e a classe trabalhadora dos países pioneiros começa a ganhar algum benefício disso (em parte pela própria luta deles mesmos; em outra parte como consequência de trocas desiguais), um número de indicadores-chave marginais cresce… Em média, e ponderando as variações, nós podemos ver que por um longo período de tempo nos países mais ricos do Mundo houve uma melhoria no padrão de vida das populações como um todo. Isso se mostra claramente quando alguém olha pra série de figuras [fotos] por a longo prazo…” (12)

“Certas mudanças socioeconômicas mensuráveis foram invariavelmente acompanhadas com o desenvolvimento (da forma como ele é convencionalmente entendido) e crescimento. Não é difícil demonstrar que durante o período colonial nos países submissos muitos desses indicadores estavam se movendo numa direção oposta àquela associada com o desenvolvimento. Por exemplo, a porcentagem populacional no setor primário frequentemente crescia, como em Java. Ou a Taxa de Alfabetização caía, como na Birmânia sob o domínio britânico. Ou as calorias e proteínas consumidas por dia per capita caíam; isso foi muito comum, se não [foi] universal.” (13)

“[Desde] o começo do período de expansionismo europeu e imperialismo, nós podemos notar que, hoje, um sistema internacional de ‘consumo desigual’ existe, um tipo de imperialismo de proteínas, em que os povos dos países ricos, num sentido [quase] literal, tiram comida de muitas bocas e barrigas dos pobres…” (14)

12714444_1558831207773853_377243860_nÀ medida que as massas no Mundo subdesenvolvido são forçadas a viver na pobreza, os povos do mundo “superdesenvolvido” ganham acesso a uma melhor qualidade de vida. Caldwell afirma que “um punhado de países foram capazes de construir e se beneficiar – trabalhadores e empregadores igualmente – de um sistema elaborado de trocas desiguais condenando os pobres e os países pobres a uma pobreza frequentemente referida pelos estudiosos ocidentais e liberais como ‘desesperada’…” (15) Pelo benefício que tem com o subdesenvolvimento que o imperialismo cria no Terceiro Mundo, os trabalhadores do Primeiro Mundo se aliam ao imperialismo contra as camadas populares do Terceiro Mundo. Isso acaba com o internacionalismo entre os povos do Primeiro Mundo e do Terceiro Mundo. Lenin chamou isso de “rompimento na classe trabalhadora.” Caldwell cita Arghiri Emmanuel sobre como, quando os privilégios imperiais deles estavam ameaçados, os trabalhadores franceses na Argélia apoiaram o imperialismo contra o movimento nacional de libertação:

“Foi o proletariado europeu de Bab-el-Oeud (que antes era uma fortaleza do Partido Comunista Argelino) que se mobilizou em defesa da Argélia Francesa e deu suprimentos pros assassinos da OAS. Pra eles, isso era uma questão de vida ou morte. Os privilégios deles eram a qualidade deles como Europeus ou brancos. A Argélia como uma dependência francesa garantia a eles [receber] salários europeus, ou franceses, em um país subdesenvolvido. Eles faturavam em poucos dias o que um argelino faturava em um mês… ‘La valise ou la cercueil’ – a mala (pra uma fuga pra França) ou a cova – era um ditado que só se relacionava com o problema deles.” (16)

Esse padrão se repetiu de novo e de novo. Friedrich Engels se referia a esse fenômeno como aburguesação da classe trabalhadora. Lenin descreveu essa classe aburguesada, reacionária, como a “aristocracia laboral.” A classe assalariada do Primeiro Mundo não constitui um proletariado em nenhum sentido significativo. Eles não são base social pra uma revolução socialista ou comunista. Eles são uma classe exploradora que recebe uma fatia do Produto Social Global muito maior do que deveriam. Como a burguesia, os trabalhadores do Primeiro Mundo se apropriam de valor criado por produtores do Terceiro Mundo. Não é só porque a exploração nem sempre é direta que deixa de ser exploração. E, quando os privilégios do Primeiro Mundo são ameaçados, os trabalhadores primeiromundistas seguem o caminho do fascismo, não do internacionalismo.

obesity-povertycartoon-copiaA aburguesação dos povos do Primeiro Mundo como um todo é acompanhada do crescimento do setor não-produtivo, como demonstrou Caldwell. Pra Marx, o trabalho não-produtivo é aquele que não contribui pro Produto Social Global; que não cria valor. Os povos do Primeiro Mundo consomem mais e mais, mesmo produzindo menos e menos. Esse é o crescimento da economia de Shopping Center do Primeiro Mundo. As economias do Primeiro Mundo podem ser vistas como versões de Shopping Center. Muito pouco é produzido no Shopping Center. Apesar disso, muitas pessoas são empregadas na administração, na distribuição, e em serviços. Porém, o valor que permite o Shopping existir é produzido fora dele, no Terceiro Mundo. Caldwell também aponta que o “superdesenvolvimento” do Primeiro Mundo sigifica o crescimento de setores não-produtivos em grandes proporções.

Escassez de Recursos

Partes do livro de Caldwell são muito contemporâneas, algumas são até datadas. Caldwell estava muitas décadas a frente do seu tempo em discussões sobre temas ecológicos. Caldwell demonstra que o comportamento dos seres humanos em sua natureza, a geração de energia e o uso dela pras intenções humanas não escapam das leis da física, especialmente a segunda lei da termodinâmica, a entropia. Caldwell fez uma extensa discussão sobre a diminuição das reservas de energia, incluido o “pico do petróleo” e o “pico do carvão.” Em 1977, Caldwell colocou o pico da produção do óleo “nos próximos 50 a 100 anos.” E, antecipando as atuais guerras por petróleo, escreveu Caldwell, “à medida que o pico da produção se aproxima, surgirão competições ferozes pelo controle das reservas que sobrarem…” (17) A previsão de Caldwell dos anos do pico da produção corresponde aproximadamente com outras estimativas. Por exemplo, a Associação pro Estudo do Pico do Petróleo e do Gás previu que a produção de petróleo em todo o Mundo atingiria seu pico em 2010. (18) Caldwell afirma que a riqueza que diverte o Primeiro Mundo é baseada na oferta de seus combustíveis fósseis e outros recursos não-renováveis, tudo que está em declínio. Caldwell faz o comentário de que os “países superdesenvolvidos são dependentes da rede de fluxo continuado de recursos não-renováveis de verdade… dos países subdesenvolvidos, das populações pra quem isso representa um obstáculo pro seus desenvolvimentos autônomos.” (19)

“Os combustíveis fósseis são, no entanto, uma oferta finita, e enquanto nós pudermos substituir a energia derivada de outras fontes pra alimentar as máquinas – fontes como a energia solar, nuclear, e calor subterrâneo – não tem substituto pros combustíveis fósseis conhecido ou mesmo teoricamente concebido que permita a produção de alimentos no presente volume, um volume muito acima do ótimo ‘natural’ que seria possível num mundo impossível de se imaginar sobre as reservas carbonáceas (combustíveis fósseis) que estamos desperdiçando agora. Disso segue que nós devemos conservar – ao máximo possível – o que sobrou de combustíveis fósseis pra fins de agricultura na intenção ganhar tempo [pras fontes alternativas] e fazer um reajuste mais ordenado pra uma economia mundial independente deles.” (20)

Caldwell também assinala que a produção de alimentos do Primeiro Mundo, que é insustentável e se baseia em imperialismo, tem consequências terríveis pros países subdesenvolvidos:

“Um país superdesenvolvido, então, é aquele em que as forças de produção se desenvolveram a um ponto que, apesar das relações de produção dominantes, tem que estar numa rede de importação cada vez maior de proteínas e hidrocarbonetos se ele quiser manter ou aumentar um certo nível e tipo de consumo per capita de sua população.” (21)

“Um panorama geral é aproximadamente esse. Os países pobres subdesenvolvidos como um todo enviam anualmente pros países ricos superdesenvolvidos como um todo alguma coisa perto de 3,5 mihões de toneladas de proteína de alta qualidade (pescado, tortas de óleo, ervilhas, feijões, lentilhas etc.), enquanto os países superdesenvolvidos devolvem pros subdesenvolvidos carregamentos de proteína grosseira baseada principalmente em grãos. A África exporta quase 2.5 milhões de amêndoas [VER TRADUÇÃO DE OIL CAKE e GROUND NUT]; o Peru vende peixe; México, Panamá, Hong Kong e Índia vendem camarões; em cada caso, às custas de seus própios pobres, que – com as exportações retidas e razoavelmente redistribuídas – poderiam dar grandes passos rumo a uma nutrição adequada. Em contraste… a Dinamarca importa grandes quantidades de bagaço de sementes oleaginosas [TRADUZIR OILSEED CAKES] e grãos pra abastecer criatórios (e fazer leite, manteiga, queijo, carne e ovos pra eles); anualmente, a Dinamarca adquire 140 libras de proteínas per capita de sua população, três vezes mais que a média de consumo anual de sua população. Aqui, nós temos a típica fartura do superdesenvolvimento. Já foi calculado que a mesma quantidade de comida que alimenta 210 milhões de americanos poderia alimentar 1,5 bilhão de asiáticos em uma dieta chinesa mediana (que é, em termos asiáticos, uma nutrição adequada). Os animais têm que consumir uma média de 10 libras de proteína vegetal pra produzir 1 libra de proteína animal, enquanto pro gado a razão entre elas chega a 21:1, o que quer dizer que cada libra de bife consumida em países superdesenvolvidos poderia (em tese) oferecer uma mesma quantidade de proteínas pra outras 20 pessoas. O consumo americano de carne absorve uma quantidade de proteína equivalente a 90% da deficiência mundial anual de proteínas.” (22)

2847319354_646eddd0afO “superdesenvolvimento” do Primeiro Mundo representa um terrível sofrimento pra imensa maioria da humanidade no Terceiro Mundo. Em adição, pra ser injusto, a atual distruibuição do valor e da energia por todo o Mundo simplesmente não pode durar pra sempre. A existência continuada do Primeiro Mundo não é impossível só por questões morais, mas é intolerável pelas leis da Física. O uso de energia e consumo de alimentos do Primeiro Mundo não é sustentável. O Primeiro Mundo, e seu padrão de vida decadente, vai se acabar de um jeito ou de outro.

“O que fazer?”

Caldwell aponta que a estrada econômica do Primeiro Mundo simplesmente não está disponível pro Terceiro Mundo:

“Estariam os países de hoje dispostos a atingir padrões de vida mais altos realmente pensando em seguir o modelo dos primeiros países industrializados? Isso resultaria na anexação deles de colônias com recursos realmente não-renováveis, extraindo eles de lugares onde estão praticamente intocados. Sem falar de todo tipo de dificuldades que possam vir da anexação, tudo que precisa ser dito é que, como resultado do desenvolvimento dos países que já são ricos, nenhuma área intocada desse tipo existe maisno Mundo de hoje.” (23)

“O que tomou lugar historicamente pra formar uma rede de movimentos em escala massiva de recurssos não-renováveis dos países pobres pros industrializados não pode ser revertido.” (24)

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“LIBERTAR A TERRA-MÃE!” As calças dizem: “Marionete Neocolonial,” “Imperialista Capitalista,” “Senhor da Guerra Mercenário Neocolonial” e “Militares Imperialistas.” O Primeiro Mundo é uma besta do tamanho do Mundo que respira pelos países pobres, mas se tapamos todos os seus poros ela se asfixia, definha e fica fraca o bastante pra ser abatida.

Os recursos não-renováveis retirados do Terceiro Mundo pra desenvolver o Primeiro Mundo não existem. E, os países do Terceiro Mundo estão, por conta dos séculos de subdesenvolvimento, começando [a tentar crescer] com recursos não-renováveis já esgotados. O mundo das matérias-primas baratas será uma coisa do passado quando o pico da produção for atingido. (25)

Apesar de Caldwell ter ficado meio que em cima do muro por ser incapaz de continuar consistente em suas críticas aos trabalhadores do Primeiro Mundo, ele continua tendo muito a oferecer. Se Caldwell fosse mais honesto, ele poderia ser um completo terceiromundista. Por causa disso, Caldwell sofreu da mesma falta de coragem que Hayter e outros de cima do muro. Contudo, Caldwell claramente está correto em reconhecer que o caminho pro desenvolvimento do Terceiro Mundo é a luta armada. O livro dele conclui descrevendo muitos exemplos de desenvolvimento satisfatório, autônomo, pelo Terceiro Mundo, especialmente no sudeste asiático. Apesar disso, Caldwell escreveu num momento histórico muito diferente. Em 1977, muitos não reconheceram a reversão do socialismo que foi feita na China e no Vietnã. Na China, a Revolução Maoísta finalizou seu progresso em 1971 com a queda de Lin Biao, o fim da linha da Guerra Popular Global e o abandono do avanço econômico maoísta radical extraoficialmente conhecido como o “Salto Voador.” A China começou a se alinhar com o Ocidente, reverter os purgos da Revolução Cultural, e renegar a economia maoísta radical pelos anos 1970. A queda de Lin Biao foi o momento mais destruidor. As reversões seguintes nos anos 1970 foram como gemidos, em comparação. A morte de Mao e a posse de Deng Xiaoping foram os últimos pregos do caixão. Já no Vietnã, o socialismo já tinha nascido morto devido à influência do revisionismo do social-imperialismo soviético. Naquela época, quando o socialismo estava se enfraquecendo em outras partes, depois de enfrentar uma guerra heroica contra o imperialismo americano genocida, o Khmer Vermelho parecia estar cumprindo um papel progressivo com uma tentativa radical de Revolução social. Em 1977, a esperança de Caldwell, como tantos outros, foi depositada nas propostas que pareciam ser socialmente radicais feitas pelo Khmer Vermelho. No entanto, essa esperança se mostrou mal colocada quando os erros do Khmer Vermelho foram revelados depois do regime deles entrar em colapso quando os vietnamitas invadiram e ocuparam o território deles. Mesmo Caldwell estando errado em louvar o suposto “sucesso” do estado kampucheano, ele está correto que o caminho pro desenvolvimento é a Revolução Armada e o Socialismo. Hoje, esse é o caminho da Guerra Popular Global, sob a bandeira do Comunismo Luz-Guiadora.

Malcom Caldwell, membro do Khmer Vermelho, Elizabeth Becker e Richard Dudman.

Malcom Caldwell, membro do Khmer Vermelho, Elizabeth Becker e Richard Dudman.

Resumido pelo Comandante Campo Flamejante.
Traduzido pro português por Rivaldo Cardoso Melo.

Fontes:

1. Caldwell, Malcolm. The Wealth of Some Nations. Zed Press London: 1977 p. 51 [Caldwell, Malcolm. A Riqueza de Algumas Nações. Editora: Zed Press. Londres: 1977, página 51]
2. Lenin, 1967, Vol. 1. pp. 742-743
3. Caldwell, p. 55
4. Caldwell, p. 55
5. Caldwell, pp. 54-59
6. Caldwell, pp. 54-59
7. Caldwell, p. 58
8. Caldwell, pp. 54-59
9. Caldwell, pp. 60-61
10. Caldwell, pp. 60-61
11. Caldwell, pp. 59-62
12. Caldwell, p. 109
13. Caldwell, p. 69
14. Caldwell, p. 93
15. Caldwell, p. 92
16. Caldwell, p. 92-93
17. Caldwell, p. 13
18. http://en.wikipedia.org/wiki/Predicting_the_timing_of_peak_oil18. Caldwell, p. 12
19. Caldwell, p. 108
20. Caldwell, p. 13
21. Caldwell, p. 98
22. Caldwell, p. 103
23. Caldwell, p. 68
24. Caldwell, p. 68
25. Caldwell, p. 71