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Bangla-Zona: Nossas vidas nos pertencem, Nosso futuro nos pertece

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(portugues.llco.org)

706487_bangladesh300Em Bangladesh, o feudalismo, o capitalismo e o imperialismo se fundem num sistema tirânico, bárbaro. O que existe em Bangladesh é uma mistura de exploração e controle feudais e modernos. Corporações globais, o estado neoliberal comprador, a rede de Organizações Não-Governamentais (ONGs) de ‘caridade’ e globalização, tudo trabalha pra assegurar o controle e a exploração das massas e dos recursos. Todas essas instituições são parte do império global. Quando serve ao interesse dele, o império global apoia e se junta com instituições e modos de produção feudais. Quando serve ao interesse dele, o império abandona os métodos feudais pra impor métodos mais modernos. O tradicionalismo islâmico e feudal existe lado-a-lado com o capitalismo neoliberal, dois lados de uma mesma moeda. O resultado pro povo de Bangladesh é um tremendo sofrimento.

Bangladesh é um dos países mais pobres e com maior densidade populacional do Mundo. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita é de 40.222 taka (U$520) por pessoa [por ano], com Paridade de Poder Aquisitivo de U$1.440. A maioria dos trabalhadores de Bangladesh é empregada em trabalhos informais, de baixa renda, com produtividade limitada. 26% de seus 150 milhões de habitantes vivem com menos de 155 Taka (U$2) por dia. 80% da população vive em áreas rurais. Apesar de o setor agrícola contar com menos de 20% do PIB, 44% da força de trabalho é empregada na agricultura. As massas sofrem com a crescente perda de terras. Na parte mais pobre da população, 4 em cada 5 pessoas tem menos de meio acre de terra. Muitos outros não tem nem um pedaço. O número de sem-terras e de pessoas com fazendas marginais, improdutivas, que não bastam pro sustento familiar, é crescente. Muito da população rural sofre com a falta de serviços básicos como educação, saúde, estradas e infraestrutura, acesso aos mercados, eletricidade, água limpa, e saneamento básico. Muitas pessoas sofrem com insegurança alimentar e tem uma dieta que não é saudável. As mulheres sofrem especialmente, por causa das tradições feudais que persistem (machismo pesado). Muito da população urbana também sofre de pobreza aguda, passando por muitos dos mesmos problemas. Uma parte significante das populações rurais e urbanas sofre com os resultados de “desastres naturais” causados pela péssima infraestrutura e falta de planejamento. Eles ameaçam muito o modo de vida, as plantações, casas e saúde de grande parte da população rural. Monções, inundações, deslizamentos de terra, secas, tudo isso afeta as massa rurais e urbanas. A erosão e a superpopulação também são problemas que afetam a saúde, a qualidade de vida, e o meio-ambiente. Cólera, dengue, e malária ameaçam o povo. As doenças se propagam pelo interior e pelas cidades de barracos (favelas). Metade das crianças da área rural sofrem de desnutrição crônica, 14% têm desnutrição aguda. A falta de segurança alimentar é uma realidade em Bangladesh. Só 57% dos adultos são alfabetizados. A mortalidade infantil é maior em Bangladesh que na maioria dos países. Essa é nossa realidade.

A realidade dos imperialistas é diferente. No coração do Primeiro Mundo, nos Estados Unidos, a renda média de alguém acima dos 25 anos é de U$32.000/2.475.200 taka [por ano] (são U$2.667 por mês). As pessoas de todos os países do Primeiro Mundo têm uma vida relativamente confortável e segura. Muitos trabalhadores do Primeiro Mundo são mais ricos que muitos pequenos capitalistas do Terceiro Mundo. O Primeiro Mundo como um todo é parte do inimigo burguês que sempre vai ficar contra a Revolução, igualdade e justiça. Como uma besta, o império consome sempre mais pedaços do Terceiro Mundo. A desigualdade entre os ricos e os pobres aumenta. No começo do século passado, a diferença entre os países mais ricos e mais pobres era de 3 pra 1, chegando hoje a 72 pra 1. Nós trabalhamos, nós passamos fome, eles consomem. Eles têm vidas ricas e luxo, nós vivemos em ambientes tóxicos. Em vez de ajudar a resolver os problemas de pobreza, saúde e subdesenvolvimento, eles gastam dinheiro em guerras sem fim pra garantir que possam continuar roubando as massas e o Planeta Terra. O estômago deles não tem fundo. Eles querem mais, mais e mais. Eles são canibais que se alimentam de nosso sofrimento.

Bangladesh está passando por grandes transformações. Marx escreveu a muito tempo sobre como os métodos de produção moderna forçaram os camponeses a sair do campo pra viver na cidade. A agricultura individual é trocada pelo agrobusiness das corporações. Mudanças na produção e crescimento populacional resultaram num êxodo pras cidades. Mas o império não dá valor à sobrevivência humana. Os fazendeiros que são levados pra cidade encontram pouco trabalho. Eles são forçados a passar a vida em favelas que não param de crescer, cheias de pessoas em situações similares. Outros têm que fugir de sua terra natal pra encontrar trabalho em outros países, geralmente vivendo como clandestinos.

O sistema imperial já começou a implantar métodos atualizados, modernos, de exploração das massas e das terras em Bangladesh. Mesmo que eles continuem usando de tradicionalismo e feudalismo (por exemplo, mantendo fundamentalistas islâmicos no poder), cada vez mais, eles diversificam e atualizam os métodos de controle. No presente momento, está acontecendo um tremendo conflito entre capitalistas liberais e fundamentalistas islâmicos em Bangladesh. Eles lutam entre si pra saber quem serve melhor ao império. São dois cães de corrida numa pista onde, não importa quem vença, o povo perde. Nós temos que deixar de olhar pro velho mundo pra encontrar respostas. Temos que parar de procurar o velho poder. A resposta está dentro de nós mesmos, dentro do povo. Um Novo Poder está surgindo, um Novo Proletariado de pessoas oprimidas: moradores do campo e das favelas, camponeses e trabalhadores, empregados, desempregados e sub-empregados, homens e mulheres, velhos e jovens, dissidentes políticos, sem-tetos, pequenos proprietários, intelectuais, todos que sofrem. Nós somos os verdadeiros heróis. Nós temos que virar donos de nossas casas, de nossas terras. O império rouba nossas terras, nossos recursos, nosso trabalho, nossa oportunidade, nossa liberdade, nossa dignidade. Tem uma coisa que ele não vai nos roubar: NOSSO FUTURO! O futuro será nosso, se nós lutarmos por ele. Nossas vidas nos pertencem, nosso futuro a nós pertencem. Armados com a arma mais avançada, a ideologia Comunista Luz-Guiadora, nós faremos a Revolução em cima de tudo. O paraíso nos espera pra ser construído aqui mesmo, na Terra, destruindo o império da morte e do pecado e construindo nosso Novo Mundo de paz e alegria. Será aí, e não em prisões e favelas, que viverão nossos filhos, e as crianças de nossos filhos.

Escrito pelo Comandante Campo Flamejante.
Traduzido por português por Rivaldo cardoso Melo.

Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/Poverty_in_Bangladesh

http://www.ruralpovertyportal.org/country/home/tags/bangladesh

http://www.bbc.com/news/world-south-asia-12650940

http://www.unicef.org/infobycountry/bangladesh_bangladesh_statistics.html

hhttp://pubdb3.census.gov/macro/032006/perinc/new03_001.htm

http://portugues.llco.org/walk-this-road-with-us/

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